Harry Styles

4.13.2013

Moments ~ Cap. 7

Será o suficiente?


Hands are silentVoice is numb
Try to scream out my lungs
But it makes things harder
And the tears stream down my face

Indeciso.
A voz é entorpecida.
Tento gritar fora os meus pulmões.
Mas isso torna as coisas mais difíceis,
E as lágrimas escorrem pelo meu rosto.

[...]
– Harry’s Pov’s on–

Depois de tudo o que aconteceu, eu temia que ela não quisesse me ver mais, e eu estava certo. Brigava mais frequentemente com minha mãe e meu padastro, minha irmã só ficava na dela. Menos mal. Eu não tinha vontade de ir pra escola nem trabalhar. Chegava atrasado frequentemente. E isso foi durando um longo e doloroso mês sem ver (s/n). Talvez ela esteja...
– Harry’s Pov’s off–

– (s/n) Pov’s on–

Tentei ligar pro meu pai, pra minha mãe. Ninguém atendia. Eu não queria voltar para casa de pijama e muito menos voltar para a casa do Harry para pedir ajuda. Eu não tinha aquela cara de pau. Fiquei sentada na escada observando o chão e pensando. Nos filmes e nos livros, sempre quando você está precisando de ajuda alguém aparece do nada. Mas não é assim aqui na vida real. É tudo ou nada. Eu ia para casa daquele jeito mesmo. Ninguém tem nada a ver com minha vida mesmo. Tentei andar na rua normalmente ignorando os olhares estranhos para mim. Cheguei em casa e nunca me senti tão aliviada por estar ali. Entrei e não tinha ninguém em casa, vi um recado na geladeira “Fomos para a casa do vovó, tem comida chinesa na geladeira. Beijos. Mamãe”. Urgh. Comida chinesa. Odeio. Preferi me contentar em transformar minha vida numa cena de típico filme clichê americano, com meus sentimentos em pedaços, um pote sorvete e filmes românticos. Enquanto fazia aquela bagunça no meu quarto – Que já estava arrumado graças a Deus – resolvi que não ia ver mais o Harry, nem que eu trabalhasse hora extra para pegar ônibus mais tarde, eu sabia que se eu encontrasse aqueles olhos verdes de novo, eu voltaria atrás. Consegui permanecer num horário mais tardio por um mês. Dormir no ônibus virou uma rotina pra mim, por que depois dessa mudança estava ficando MEGA exausta. Os professores pareciam que bolam planos com trabalhos enormes e o serviço não dava folga. Eu já estava ficando pirada. O outro mês já estava começando e eu com a convicção que tinha esquecido Harry. Então num dia qualquer, de volta para casa no ônibus. Estava o cabeça apoiada na janela e ouvi alguém dizer.
– Oi, licença. – Aquela voz rouca não me era estranha. Abri os olhos e virei o rosto para a direita, um pouco acima e não acreditava no que via. Era Harry. Só de pensar que aquele mês todo trabalho em horas extras, notas baixas na escola, tudo tinha ido por água abaixo naquele segundo. Pode parecer drama mas é que eu sabia que Harry era meu ponto fraco.
– Ér – ajeitei meu cabelo colocando alguns fios soltos atrás da orelha. – senta aí.
– Você tá’ bem? Parece exausta. – Para com isso Harry por favor. Não me faz voltar a gostar de você.
– Funguei – É eu to’ bem. Eu tive que trabalhar extra por que eu estou juntando dinheiro pra comprar uma Tv nova pro meu quarto.
– Ah sim. Pensei que estivesse me evitando depois qu..
– Olha Harry, não me leva a mal mas.. – cocei a cabeça – Eu não quero tocar mais nesse assunto. Pra mim é passado. – Mentiroooosa que dói.
– Ah – ele deu um sorriso cansado, ele não tirava os olhos de mim – você está com algum livro aí?
– Sempre, por quê?
– Qual é? – Tirei da mochila o livro que estava lendo “Fallen”. –
– Hmm. É esse. Fallen que se chama. – Mostrei para ele.
– Ok, Agora lê uma frase qualquer dele pra mim.
– Pra quê Harry?
– Anda, vaai! – Ele soltou um sorriso de lado que eu tinha saudades. Eu dei um sorriso também e li.
– Então ele pegou-a pelo braço e..
– Você não vai gostar do final.
– O quê Harry? – Eu não estava entendendo nada.
– O livro. Você não gostar do final. – Então eu projetei uma daquelas imagens de filmes que câmera quase entra do olho da pessoa e ela se lembra de um momento. E eu lembrei. Foi quando eu conheci o Harry. Ele percebeu minha expressão que havia entendido o que ele tinha falado e disse.
– Olha (s/n), eu não quero te perder. Eu não importo em ser só seu amigo. Mas eu só quero ficar perto de você e garantir que tudo vai ficar bem. – Ele estendeu a mão – Amigos? – E sorriu bem animadamente deixando suas covinhas á mostra. Eu sou uma pessoa muito indecisa, pelo sim ou pelo não preferi deixar assim. O que de mal poderia acontecer? Eu já sofri o que tinha que sofrer. – apertei a mão dele e ele me puxou para um abraço. – Como eu sentia falta daqueles cachos cheiro de morango fazendo cócegas na minha bochecha. Saímos do abraço e encostei-me ao ombro esquerdo dele. Nem tudo está certo. Nem tudo está bem, mas até que assim não está mal. Mas será o suficiente?

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