Harry Styles

4.13.2013

Moments ~ Cap. 13

> 100 muI/mL



– (s/n) Pov’s –
Os segundos que eu observava aquelas palavras saírem da boca dele – um pouco avermelhada por causa do frio – meu coração bateu mais forte quantos elas transpassaram os meus ouvidos e foram ligeiramente no meu cérebro na velocidade da luz.
– Então Harry, a gente tá’ indo rápido demais. Você não acha?
– Eu acho que temos que aproveitar cada momento que temos juntos. Lembrar daquela vez que eu te disse na varanda lá em cima? – acenei sim com a cabeça – Então. – Ele me fitava com os olhos – que ficavam azuis no luar –, ficamos assim por alguns segundos.
– Então Harry.. eu... – ele arqueou a sobrancelha direita – eu aceito. – então ele abriu um sorriso enorme e me beijou rindo. Deixamos as mochilas no banquinho e ele me levantou, me girando, depois me colocou nos ombros, brincando comigo. Meu namorado. Brincando comigo.

2 meses depois...

Hoje eu completava dois meses de namoro com ele, estava ansiosa. O dia tinha caído num sábado. (nome da sua melhor amiga) continuava me falando do tal peguete, ela deve ter firmado com ele, amém. Harry me mandou uma mensagem no almoço falando que iria passar na minha casa de noite, 19:00. Iríamos sair, não era lá uma coisa chique, mas simples e romântica. Chamei (nome de outra amiga) para ir no shopping comigo comprar uma roupa bem legal. Cheguei em casa e comecei me arrumar, estava colocando os toques finais quando ouvi uma buzina na frente da minha casa, cheguei da janela da sala e era o Harry no seu Ranger Over preto. Ele ficava mais lindo naquele carro. Saí de casa e fui ao encontro dele entrando no carro.
– Nossa, como você tá’ linda! – sentei no banco passageiro e dei um selinho nele.
– Para Harry – ri envergonhada e ele sorriu também. Então fomos passando pelas ruas/avenidas que eu nunca tinha visto antes e por um momento, achei estar numa estrada deserta, até Harry parou o carro.
– Onde estamos?
– Vem que eu te mostro. – Ele estava com um sorriso malicioso no rosto. Então eu desci do carro e Harry pegava algumas coisas no banco de trás. Era um morro alto, com um mato cortado de uma forma rente ao chão, e tinha uma estradinha que nos guiavas ao letrero enorme “HOLLYWOOD” que eu sempre admirei lá de baixo. Mais uma coisa me pertubava, não era proibido ir ali? Harry só podia ser maluco. Ele surgiu do meu lado com uma cesta e algumas sacolas. Ele levantou-as até a altura das orelhas e sacudiu tudo como se fossem guizos de natal – Piquenique noturno? – sorrindo.
– Harry, como a gente vai passar por essa cerca e tudo mais?
– Vem aqui. – Ele puxou meu braço, e tinha uma espécie de entrada feita por vândalos. Conseguimos passar e não demorou muito para chegar perto do letreiro. Aquela imagem da cidade era realmente incrível, enquanto eu observava a paisagem, Harry esticava uma espécie de lençol quadriculado vermelho e branco, e retirou algumas comidas da cesta.
– Nossa. Essa visão aqui é INCRÍVEL. – As luzes dos prédios pareciam pisca-pisca. Harry chegou do meu lado e me virei para ele e nos abraçamos. Ficamos sentados, conversando, comendo, brincando e beijando claro. O relógio marcava 00:20h. Ele estava sentado e eu apoei minha cabeça no colo dele, conforme eu ficava observando o rosto dele e ele fazia carícias no meu rosto. Silêncio mortal novamente. Só se ouvia os grilos. Até que ele suspirou forte.
– Que foi? – perguntei levantando.
– Eu tenho uma coisa pra te contar. – ele disse sem tirar os olhos da paisagem.
– Fale.
– Eu vou ter que passar dois meses na Inglaterra. – a voz dele saiu baixa e um pouco trêmula.
– Ér.. – eu não queria chorar, não posso – mas, o que você vai fazer lá – as palavras saíram como facas afiadas da minha boca, por um momento, tive medo de perguntar. Não sei por quê.
– Minha mãe quer morar lá agora. E... as inscrições do The X Factor UK começar daqui a pouco, eu não tenho muita chance aqui, talvez tenha mais lá. – Ele disse sem muita expressão.
– Tudo bem, tudo bem. Eu te apoio. Conta sempre comigo. Aliás é pra isso que somos namorados. – Ele sorriu e afundou os dedos nos meus cabelos e juntou nossos lábios.

Alguns dias depois...

– Última chamada para o voo 6452 com destino a Reino Unido/Inglaterra, favor embarcar na plataforma 3. Última chamada para o voo 6452 com destino a Reino Unido/Inglaterra, favor embarcar na plataforma 3.
Eu prometi que não ia chorar e não ia chorar. Ele estava indo atrás do sonho dele, e eu precisava apoiá-lo. Estava eu, Anne e Gemma no aeroporto despedindo dele. Ele deu um abraço confortante nas duas e parou na minha frente e me encarava com os olhos verdes. Não consegui conter a uma lágrima do olho esquerdo caindo. Ele limpou ela com dedão e me abraçou.
– Toma. Quero que isto fique com você. – Ele me entregou uma sacola, e quando tirei o que tinha dentro dela, era uma blusa do Ramones. A favorita dele.
– Não Harry, eu não posso.
– Eu insisto. Você me deu a sua do Nirvana. Considere isso uma troca. Agora eu vou, se não eu perco o voo! – Ele me deu um beijo apaixonante e saiu correndo em direção á plataforma, acenando e sorrindo, comecei a chorar, tentando enxugar algumas lágrimas com a camiseta dele do Ramores que tinha ainda tinha o cheiro da colônia dele empreguinada.
– Aff, eu não mereço ver isso. Vamos embora – Gemma bufou dando meia volta. Não entendi a dela. Mas Anne me abraçou pelo ombro. Ela era como uma 2ª mãe pra mim.

– Harry Po’s on –
– Toma. Quero que isto fique com você. – Entreguei uma sacola pra ela com minha blusa da minha banda favorita. Ramones.
– Não Harry, eu não posso. – Ela hesitou.
– Eu insisto. Você me deu a sua do Nirvana. Considere isso uma troca. Agora eu vou, se não eu perco o voo! – Dei um beijo um pouco demorado nela e saí correndo á plataforma. Passei pela comissária de bordo, ela destacou o meu bilhete do voo e fui correndo para o avião e sentei na minha poltrona.
– Poxa, achei que você tinha desistido.
– Claro que não – sorri e beijei (nome da sua melhor amiga).
– Esses vão ser os seus melhores dois meses na Inglaterra. – Ela sorriu.
– Com você, tudo é perfeito. – rimos e eu ouvi o ronco da turbina do avião. Agora não tinha como voltar atrás.

Um mês depois

– (s/n) Pov’s on –
– barulho de pessoa vomitando –
Havia passado um mês que o Harry estava na Inglaterra e ele sempre me mandava mensagens, alguns dias ele esquecia, mas devia estar preocupado com as audições do The X Factor. Dei descarga no vaso sanitário do meu banheiro. Aqueles vômitos estavam se tornando cada vez mais frequentes. Resolvi marcar uma consulta num médico sem a minha mãe saber.
– (s/n) Pov’s off –

– Gemma Pov’s on –
Eu tinha acabado de chegar do mercado, o porteiro Will, me entregou as cartas que tinham chegado. Peguei o elevador, entrei em casa fechei a porta, estava o braço direito um pouco cheio de compras mas fui passando as cartas. Contas. Contas. Contas. “Clínica Médica Hannagman”. Abri o envelope e li o que estava escrito. Não podia acreditar. Minhas pernas bambearam um pouco. Deixei as compras caírem no chão.
– MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAE! – Larguei o papel no chão e fui encontrar minha mãe que estava no quarto. No papel:

Nome: (s/n)
Protocolo: 1575202
Feminino:
Não grávida < 25 mUl/mL.
Grávida > 100 muI/mL.

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