ENCONTRO
Não sei como
me sentir bem, sendo que.. Quer saber, não vou ficar me questionando o resto da
tarde toda! Lembrei – sim, tinha esquecido – que me sujei toda hoje, então
decidi tomar um banho. Ao tirar minha roupa vi que eu estava toda melada, por
conta do suco, eca! Tomei meu
banho, e sim, pensei em Liam, mas não em como o sorriso dele é lindo, ou como
ele é simpático.. NÃO. Pensei exatamente o por que estou pensando nele, se
contasse para minha melhor amiga, do Brasil, ela já diria que eu estou amando
ele, mesmo sem conhece-lo, mas sei que não estou. É só, um menino bonito, é
sempre assim, ele fica na sua cabeça pelas primeiras horas, mas depois..
evapora!
Me sequei e me troquei, com uma
roupa de frio, mesmo estando o maior calor para eles, para mim está frio. Coloquei
minhas meias e abri a porta do meu quarto, sem fazer barulho, fui nas pontas
dos pés até o começo da escada, coloquei minha cabeça para fora dela para ver
se Dan estava lá. E não estava, desci as escadas correndo, checando para ver se
ele não estava mesmo. E finalmente pude comer, em paz.
Mas na
verdade, quando pensei em “comer em paz” a campainha tocou, não sei se devo
atender, vai que é um estranho pedófilo ou.. Quando me dei por mim, já estava
abrindo a porta, me deparando com Louis, que me olhou dos pés a cabeça e riu do
meu visual.
Louis: Não
vai me chamar para entrar?
Eu: Entra.. –
ri
Louis: Então,
hoje a noite, vamos comer em uma lanchonete, sabe.. Quarta-feira, dia que
saímos mais cedo do trabalho
Eu: Você
trabalha?
Louis: Não,
mas.. meus amigos sim, então fico com eles! Mas, então menina, quer ir?
Eu: Ah, não quero ir!
Louis: Por que? "Ta cansada"?
Eu: E quero ir na biblioteca, aqui tem um livro que não tem no brasil
Louis: Ta, então ta bom.. Vou indo.
Ele se despediu de mim e foi até a porta. Ouvi ele falando com alguém, se desculpando e dando um tchau medroso para mim. Virei para a
porta e vi Dan, Louis essas horas já estava longe e Dan olhava para mim com um
sorriso inocente e já quis fugir dali, por que sei que o papo a diante será bem
chato.
Dan: Quem
era?
Eu: Um colega
– voltei a comer
Dan: Escutei
falando, vai sair hoje?
Eu: Escutar a
conversa dos outros é feia, sabia.
Dan: Por que
insiste em ser tão grossa? Sempre tento ser bom para você e.. – o interrompi
Eu: Você fez
uma burrice, e agora quer concertar, pensando que um macarrão com queijo e um
avental ajudam, mas só pioram.
Dan: O
avental que usava mais cedo era de meu pai..
Eu: Idai? Por
que está me falando isso? – disse subindo as escadas
Dan: Ele
morreu, e hoje faz 8 anos.
Parece que
alguma coisa me trouxe para trás e por pouco não cai da escada. Olhei para trás
e seus olhos estavam mais brilhantes que o normal, estavam marejados. Eu me
culpei, o meu coração pesou e senti um aperto no coração e um sensação horrível chamada: Dó. E eu
odeio ter dó das pessoas, por que ninguém merece a Dó de ninguém.. Enfim,
voltei a sala e sentei no sofá.
Eu: Por que
nunca conheci ele?
Dan: Sempre
teve problemas, nos hospitais..
Eu: Nunca
soube que ele morreu ha oito anos atrás.. – essas palavras ecoavam na minha
cabeça, me fazendo refletir. Fiz as contas e foi a 8 anos atrás que meu pai me
“deixou”, vindo morar na cidade de seus pais.
Eu: Foi por
isso que.. que você veio para cá? – as palavras saíam com mais dificuldade
Dan: Sim..
Mas, isso não importa mais, não é? – disse levantando.
Eu: Claro que
importa!
Nunca passou
na minha cabeça essa possibilidade, ou qualquer outra. Talvez esse seja mais um
dos meus defeitos: Só pensar em mim. Ele subia as escadas e podia ver a solidão
e a tristeza em seus olhos, seu andar, sua voz.. Ele era meu pai, ele sempre
tentou uma aproximação e uma relação comigo, mas eu sempre me bloqueei, sempre impedi qualquer coisa entre nós.. Sempre culpei ele, joguei toda a culpa nele,
mas na verdade, a culpada sou eu, por ter sido uma criança mandona, que se
achava a dona da verdade, duvidando das palavras do próprio pai. Dessa vez era meus olhos que estavam
marejados, fui até ele, correndo para alcança-lo e quando toquei ele, de uma
forma diferente de todos esses anos, senti talvez tudo oque precisava. O
abracei, sei que ele esperava por aquilo, ele retribuiu o abraço que eu tanto
sentia falta, o abraço de um pai que todos precisam. Ele me abraçou mais forte,
me levando pra mais perto dele, como quando eu era criança, minha cabeça sob
seu peito e suas mãos na mesma, fazendo cafuné.
Dan: Vou
tirar um cochilo, querida..
Eu: Tudo bem!
Ele subiu, e
depois disso, senti novas sensações, novos sentimentos. Talvez, esse fosse o
segredo dessa viagem, ou o propósito dela. Sorri ao pensar nisso,e fui lavar a louça e depois tirei um cochilo.
...
Acordei com uma vontade enorme de fazer xixi, levantei e subi correndo para o meu banheiro, passando rapidamente os olhos sobre o relógio: 18h00. Lembrei que ia dar um passada na biblioteca e logo fui me trocar.
Varri a sala com os olhos em busca do meu tênis, vi alguma coisa de baixo das cadeiras da sala e fui lá ver. Ao por minha mão, senti uma coisa dura e de madeira, provavelmente não era meu tênis, puxei a coisa, e me deparei com um violão, não muito novo mais bastante conservado. Mexi ele, mas não tinha palheta, então decidi deixar a biblioteca de lado e ir comprar palheta. Eu sorri ao ver esse violão, é o meu instrumento preferido, guardei ele na sua própria bolsa, e logo achei meu tênis debaixo do sofá. Coloquei os mesmos e sai.
Fazia um enorme frio lá, parecia até que ia nevar. Tomara que não! A rua tava completamente vazia, só eu e Deus nela. O céu ainda não estava escuro, então tava ótimo pra andar.
LIAM POV'S
Peguei meu cachecol, e sai. A rua como sempre estava vazia, e já começava a escurecer. Fui correndo, o mais rápido que pude, e o frio parece que vinha contra mim, fazendo a ponta do meu nariz ficar mais gelada que o normal. Não demorou muito e eu cheguei na loja, estava com um pouco de movimento, e vi todo o dinheiro em um pote de maionese grande. Ri ao ver aquilo e logo entreguei a chave ao meu chefe.
Eu: Ta ai!
Chefe: Chegou rápido - riu.
Eu: Então, é só isso?
Chefe: Sim, pode ir meu Jovem.
Acenei para ele e sai da loja, o centrinho estava um pouco vazio. Prestei atenção na lua e logo vi o bar onde meus amigos estavam, não sei como gostam disso, é tão chato ficar bebendo em um bar cheio de gente.. Ouvi o barulho do mar, e sorri. Decidi dar uma passada na praia, não sei por que, só fazia um tempo que não passava lá. Eu preciso pensar, faz tempo que não paro para pensar sobre a minha vida.
A praia estava com pouca gente, alguns faziam fogueira, outros nadavam apesar do frio. Fui para um lado mais afastado, que era mais perto das casas, assim seria mais fácil de ir embora depois. Eu tinha o meu lugar preferido lá, que era perto de uma rocha, que o barulho do mar era mais intenso, e era isolado. Ótimo lugar para eu pensar.
Estava bem perto de lá, quando de longe avistei uma pessoa dos cabelos cumpridos que se mexiam descontrolavelmente por conta do vento, segurando um violão, ao chegar mais perto pude ouvir a doce voz da menina, que era delicada, não era tão bonita, mas era até agradável de se ouvir. O som baixo do violão era ótimo, e eu amava essa música - clica - . Pisei em uma folha seca, fazendo barulho, a menina parou de tocar o violão e olhou para trás e vi a Seu Nome, ela sorriu mas nos seus olhos enxergava vergonha.
Eu: Seu Nome?
Você: Oque faz aqui?
Eu: Bom.. é.. aqui é meu lugar preferido da praia

Você: Vem aqui pra pensar?
Eu: Quase sempre..
Você: Então, eu vou indo.. Depois a gente se fala!
Ela se levantou, guardando o violão. Como posso ser tão desagradável? Dei um risada e ela me olhou séria.
Eu: Fica!
Você: Eu gosto de pensar sozinha - riu.
Eu: Eu gostei da sua voz!
Você: - ergueu as sobrancelhas -
Eu: É sério, eu amo essa música. Continua.
Ela sorriu e voltou a sentar no chão, e ela começou a tocar. Não me contive e cantei o primeiro verso, junto com ela. Ela parou e me olhou, fazendo nossos olhares se encontrarem e pude perceber o brilho nos olhos dela.
Eu: E você está fazendo oque aqui?
Você: Vim tocar, pensar na vida..
Eu: Pensei que ia sair com o pessoal
Você: Não estava muito afim, queria pensar um pouco.
Eu: Sente saudades do Brasil?
Você: Demais! Aqui querendo ou não me sinto isolada e sozinha..
Eu: Não precisa se sentir assim.. - ela me olhou
Você: brigada - sorriu
Eu: Você ta trabalhando na padaria do Harry?
Você: A padaria é dele? Estou sim..
Ela apoiou o violão na pedra que tinha lá e virou, sentando-se de frente para mim, de perna de índio.
Você: E você trabalha a onde?
Eu: Loja de instrumentos..
Você: Sério? Passei lá pra comprar a palheta!
Eu: Oque mais você toca?
Você: Só isso.. Liam, que horas são?
Eu: 22h00
Você: Eu preciso ir.. depois a gente se fala!
Eu: Espera! por que já vai? é cedo..
Você: É que..
Ela me olhou e ergueu os ombros e nós rimos. Na mesma hora começou uma garoa, não muito fina, mas desagradável.
Você: Por isso - riu.
Eu: Então eu também vou. Te levo até em casa.
VOCÊ POV'S
Ele pegou meu violão e pois nas costas, no caminho, fomos andando depressa, não falávamos nada, as vezes se olhávamos. O sorriso dele era constante, e sempre que ele sorria aparecia rugas nos cantos dos olhos, isso lembrava um pouco da minha mãe, deu vontade de pular nele e abraça-lo como se fosse ela. Eles eram calmos, e tinham essas rugas nos olhos.
Liam: Chegamos.
Eu: Valeu pela noite - sorri
Liam: Amanhã a gente pode fazer de novo
Eu: Vou pensar - ele riu.
Liam: O violão..
Ele me entregou, eu peguei e nos olhamos por alguns instantes. Ele pois as mãos dentro da blusa, deu um beijo na minha bochecha com força, que fez minha cabeça ir para trás, eu ri disso.
Liam: Tchau, boa noite.
Ele foi para a sua casa, que era na frente da minha, abriu a porta e virou pra mim, acenando.
Eu: - gif -

Varri a sala com os olhos em busca do meu tênis, vi alguma coisa de baixo das cadeiras da sala e fui lá ver. Ao por minha mão, senti uma coisa dura e de madeira, provavelmente não era meu tênis, puxei a coisa, e me deparei com um violão, não muito novo mais bastante conservado. Mexi ele, mas não tinha palheta, então decidi deixar a biblioteca de lado e ir comprar palheta. Eu sorri ao ver esse violão, é o meu instrumento preferido, guardei ele na sua própria bolsa, e logo achei meu tênis debaixo do sofá. Coloquei os mesmos e sai.
Fazia um enorme frio lá, parecia até que ia nevar. Tomara que não! A rua tava completamente vazia, só eu e Deus nela. O céu ainda não estava escuro, então tava ótimo pra andar.
LIAM POV'S
Ligação On
Eu: Pode falar Chefe!
Chefe: Liam, preciso de você aqui! Perdi minha chave do caixa, vem aqui, rápido!
Eu: Tá tá, já estou indo
Ligação Of
Eu: Ta ai!
Chefe: Chegou rápido - riu.
Eu: Então, é só isso?
Chefe: Sim, pode ir meu Jovem.
Acenei para ele e sai da loja, o centrinho estava um pouco vazio. Prestei atenção na lua e logo vi o bar onde meus amigos estavam, não sei como gostam disso, é tão chato ficar bebendo em um bar cheio de gente.. Ouvi o barulho do mar, e sorri. Decidi dar uma passada na praia, não sei por que, só fazia um tempo que não passava lá. Eu preciso pensar, faz tempo que não paro para pensar sobre a minha vida.
A praia estava com pouca gente, alguns faziam fogueira, outros nadavam apesar do frio. Fui para um lado mais afastado, que era mais perto das casas, assim seria mais fácil de ir embora depois. Eu tinha o meu lugar preferido lá, que era perto de uma rocha, que o barulho do mar era mais intenso, e era isolado. Ótimo lugar para eu pensar.
Estava bem perto de lá, quando de longe avistei uma pessoa dos cabelos cumpridos que se mexiam descontrolavelmente por conta do vento, segurando um violão, ao chegar mais perto pude ouvir a doce voz da menina, que era delicada, não era tão bonita, mas era até agradável de se ouvir. O som baixo do violão era ótimo, e eu amava essa música - clica - . Pisei em uma folha seca, fazendo barulho, a menina parou de tocar o violão e olhou para trás e vi a Seu Nome, ela sorriu mas nos seus olhos enxergava vergonha.
Eu: Seu Nome?
Você: Oque faz aqui?
Eu: Bom.. é.. aqui é meu lugar preferido da praia

Você: Vem aqui pra pensar?
Eu: Quase sempre..
Você: Então, eu vou indo.. Depois a gente se fala!
Ela se levantou, guardando o violão. Como posso ser tão desagradável? Dei um risada e ela me olhou séria.
Eu: Fica!
Você: Eu gosto de pensar sozinha - riu.
Eu: Eu gostei da sua voz!
Você: - ergueu as sobrancelhas -
Eu: É sério, eu amo essa música. Continua.
Ela sorriu e voltou a sentar no chão, e ela começou a tocar. Não me contive e cantei o primeiro verso, junto com ela. Ela parou e me olhou, fazendo nossos olhares se encontrarem e pude perceber o brilho nos olhos dela.
...
Eu: E você está fazendo oque aqui?
Você: Vim tocar, pensar na vida..
Eu: Pensei que ia sair com o pessoal
Você: Não estava muito afim, queria pensar um pouco.
Eu: Sente saudades do Brasil?
Você: Demais! Aqui querendo ou não me sinto isolada e sozinha..
Eu: Não precisa se sentir assim.. - ela me olhou
Você: brigada - sorriu
Eu: Você ta trabalhando na padaria do Harry?
Você: A padaria é dele? Estou sim..
Ela apoiou o violão na pedra que tinha lá e virou, sentando-se de frente para mim, de perna de índio.
Você: E você trabalha a onde?
Eu: Loja de instrumentos..
Você: Sério? Passei lá pra comprar a palheta!
Eu: Oque mais você toca?
Você: Só isso.. Liam, que horas são?
Eu: 22h00
Você: Eu preciso ir.. depois a gente se fala!
Eu: Espera! por que já vai? é cedo..
Você: É que..
Ela me olhou e ergueu os ombros e nós rimos. Na mesma hora começou uma garoa, não muito fina, mas desagradável.
Você: Por isso - riu.
Eu: Então eu também vou. Te levo até em casa.
VOCÊ POV'S
Ele pegou meu violão e pois nas costas, no caminho, fomos andando depressa, não falávamos nada, as vezes se olhávamos. O sorriso dele era constante, e sempre que ele sorria aparecia rugas nos cantos dos olhos, isso lembrava um pouco da minha mãe, deu vontade de pular nele e abraça-lo como se fosse ela. Eles eram calmos, e tinham essas rugas nos olhos.
Liam: Chegamos.
Eu: Valeu pela noite - sorri
Liam: Amanhã a gente pode fazer de novo
Eu: Vou pensar - ele riu.
Liam: O violão..
Ele me entregou, eu peguei e nos olhamos por alguns instantes. Ele pois as mãos dentro da blusa, deu um beijo na minha bochecha com força, que fez minha cabeça ir para trás, eu ri disso.
Liam: Tchau, boa noite.
Ele foi para a sua casa, que era na frente da minha, abriu a porta e virou pra mim, acenando.
Eu: - gif -

(você sorria)
Eai, eai eai?! Como estão? FEEEEEEEEEEEELIZ PÁSCOA! Ganharam muitos ovos? eu já enjoei disso,então :/.. Maaaaas enfim, mais um cap pra vcs, e eu achei esse cap fofo u.u não sei pq! Então, é isso.. E amanha eu volto p minha casa, pq eu to na minha vó, e talvez eu fiquei sem pc pelas notas e bla bla bla... É só isso entao! quem quiser q eu divulgue o Blog, e tals, é só por nos comentários.. bjao , quem quiser me seguir: @liveoft0mmo


QUEEEEEEEEEEEEEEEE PERFEITOOOOOO CONTINUAAAAAA LOGOOOOOO
ResponderExcluirQue liindo. In love with this chapter !!
ResponderExcluirOMG!!!! LINDO
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